segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Petróleo em alta, PIB em queda e juros travados: o que o Focus desta semana (28 set / 26) diz sobre o seu bolso

 Boletim Focus de 28/09/2026: em português claro

O Focus é uma pesquisa semanal em que o Banco Central pergunta a bancos e consultorias o que esperam da economia. É um termômetro das expectativas, não uma previsão oficial.

Inflação em alta. Os analistas elevaram a estimativa de inflação de 2026 para 4,99%, contra 4,92% na semana anterior. Como a meta é 3% com tolerância de 1,5 ponto, o teto é 4,5%, e a projeção fica cerca de meio ponto acima dele. Duas pressões explicam isso: a guerra no Irã mantém o petróleo em torno de 108 dólares o barril, e o IPCA-15 de setembro voltou a ser positivo depois de dois meses de queda. Na prática, combustíveis e fretes encarecem e chegam ao supermercado. Para 2027, a previsão é 4,31%, e para 2028, 3,8%. O mercado acha que a inflação só volta para dentro da meta daqui a alguns anos.


Crescimento em queda. A projeção do PIB de 2026 caiu de 1,88% para 1,86%, na terceira queda seguida, e a de 2027 foi de 1,43% para 1,41%. Os números mudam pouco, mas a direção é sempre a mesma: a economia esfria devagar sob juros altos.

Juros e dólar. A Selic está em 13,75% ao ano desde a reunião de 16 de setembro. O mercado projeta 13,5% ao final do ano, ou seja, apenas mais um corte de 0,25 ponto. O dólar deve fechar 2026 em R$ 5,20, sem sobressaltos.

Leitura de quem une teoria e prática. O Banco Central está numa situação incômoda. A teoria manda subir ou manter os juros quando a inflação foge da meta. Mas a inflação de hoje vem em boa parte do petróleo, um choque externo que o juro brasileiro não controla, enquanto a atividade já perde força. Por isso o Banco Central corta devagar, sem pressa e sem parar. Com inflação esperada perto de 5% e Selic de 13,5%, o juro real (o juro descontada a inflação) segue perto de 8% ao ano, muito alto em qualquer comparação internacional.

O que isso significa para você. Crédito, financiamento e cartão continuam caros por muitos meses. Quem tem dívida deve priorizar quitar as mais caras. Quem investe segue bem remunerado na renda fixa, mas o ganho real encolhe se a inflação subir. O principal risco a acompanhar é o petróleo: se a guerra se prolongar, a inflação pode piorar e os cortes de juros podem parar. A próxima reunião do Copom é em 3 e 4 de novembro.

ATENÇÃO! Isto não é recomendação de investimento. Para informações personalizadas, procure um assessor de investimentos. Obs.: o presente artigo foi elaborado, por meio de supervisão da IA, realizada pelo autor do Blog.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Dal Pozzo: Brasil precisa de bons projetos para ampliar acesso a saneamento básico



 

Saiba mais!

Boa leitura!



Forbes | Inteligência Artificial Pode Injetar Quase R$ 1 Trilhão na Economia Brasileira até 2030, Aponta Estudo

 


O estudo (citado pela Forbes) projeta que a IA pode injetar cerca de R$ 986,7 bilhões ao PIB brasileiro entre 2027 e 2030, o equivalente a 7,6% do PIB projetado para 2026. O impulso viria principalmente da indústria de transformação (R$ 264,2 bi), do comércio (R$ 165,4 bi), dos serviços (R$ 131,2 bi) e da agropecuária (R$ 48,2 bi). Em termos de crescimento, isso representaria uma expansão econômica adicional de 0,69 ponto percentual, com elevação média de 2,77% ao longo de quatro anos. O texto situa isso num cenário de reestruturação econômica, mencionando inclusive a necessidade de mudanças estruturais e de infraestrutura, redesenhando políticas públicas para requalificação profissional, apoiar pequenas e médias empresas e expandir a conectividade rural.

Saiba mais!

Boa leitura!

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Valor Investe | O que fez o mercado de capitais brasileiro chegar até aqui?

 


O avanço do mercado de capitais brasileiro até seu estágio atual foi impulsionado pelo fortalecimento regulatório e pela autorregulação, que trouxeram transparência e segurança institucional. A digitalização e a tecnologia reduziram custos operacionais e democratizaram o acesso para milhões de investidores pessoas físicas. Paralelamente, a diversificação de instrumentos de renda fixa e crédito privado (como debêntures, FIDCs e fundos imobiliários) permitiu às empresas financiar projetos de longo prazo fora do crédito bancário tradicional, consolidando o mercado como motor essencial do crescimento econômico do país. Nesse ecossistema, instituições sólidas são o pilar da confiança: a atuação regulatória e fiscalizadora da CVM e do Banco Central coíbe fraudes, a autorregulação da ANBIMA eleva os padrões de conduta e a infraestrutura da B3 — com segmentos como o Novo Mercado — assegura governança e liquidez, viabilizando a atração de capital e o financiamento de longo prazo.

Saiba mais!

Boa leitura!