quarta-feira, 15 de julho de 2026

Newsletter - Folha Mercado | Duas décadas de ex-Twitter


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Duas décadas de ex-Twitter
Há 20 anos, o Twitter foi lançado para o público geral

A rede social foi inventada por Jack Dorsey, Evan Williams, Biz Stone e Noah Glass na Califórnia. Teve um boom a partir de 2007, quando registrou 400 mil tuítes por trimestre. Três anos depois, já tinha 50 milhões de publicações diárias.

A passagem do tempo, agora em cifras: 
  • US$ 3,7 bilhões era seu valor de mercado em 2010.
     
  • Saltou para US$ 31 bilhões após abrir capital, em 2013.
     
  • US$ 221 milhões era seu prejuízo líquido, e US$ 5 bilhões sua receita, em 2021. 
De Twitter a X. Em 2022, Elon Musk entrou em cena. O trilionário comprou a rede por US$ 44 bilhões e fez grandes mudanças ao longo dos anos. Além do nome, cortou equipes, reduziu o número de anunciantes e introduziu o chatbot Grok. 

Para melhorar o caixa, passou a oferecer assinaturas que dão um selo de verificação e menos anúncios aos usuários. 

Ferramenta política. A plataforma mudou a maneira como os usuários se comunicam. Começou como um local para expressar ideias, mas evoluiu para servir como canal de informações, debates políticos e até divulgações governamentais. 

Com Musk, consolidou-se como espaço partidário. A rede se voltou para grupos que valorizam a liberdade de expressão irrestrita e afastou aqueles que não concordam com essa visão, dizem especialistas.

terça-feira, 14 de julho de 2026

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Faculdade de Direito | USP - Tese de Caio Prado Júnior


A tese do historiador Caio Prado Júnior para concurso como professor na Faculdade de Direito da USP, escrita na década de 1950, é lançada em livro, sob o título “Diretrizes para uma política econômica brasileira”. Com apresentação de Alexandre de Freitas Barbosa e Gilberto Bercovici (professor de Direito Econômico e Economia Política da FDUSP), a obra traz ideias para pensar o desenvolvimento do País.
Publicada à época pela gráfica Urupês, em tiragem reduzida, a tese não voltou a ser impressa – nem mesmo pela Editora Brasiliense, fundada por Prado Júnior e outros intelectuais mais de dez anos antes.
Entre os temas está a questão do mercado interno e externo. Para Prado Júnior, a reestruturação econômica do Brasil deveria se dar com o deslocamento da base econômica do mercado externo para o interno. Para isso, conforme a linha apresentada, era preciso dotar o Estado da capacidade de fortalecer o capital privado, a fim de dar condições adequadas para que as “forças produtivas” do País possam realizar as necessárias mudanças na economia.
Fiel à sua formação marxista, o historiador percebia que era preciso, antes, considerar os fatos econômicos para, depois, sugerir a política econômica mais adequada. Essa é a razão por que ele recusava a visão idealista e utópica de propostas econômicas revolucionárias e defendia uma ação reformista, ainda no espaço de uma economia de base colonial e dependente do sistema internacional do capitalismo.
O livro publicado pela Boitempo Editorial traz ainda nota do professor Luiz Bernardo Pericás, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.